Feminismo e Machismo: Falta de Amor e Separações sem Razão

Feminismo e Machismo: Falta de Amor e Separações sem Razão machismo vs feminismo | Qualidade de vidaO mundo tem passado por uma série de transformações e nelas o termo “auto-suficiência” tem ganhado espaço em uma velha briga que ocorre com grande intensidade, marcada com presença em várias formas nas mídias, que é a exacerbação feminina, na sociedade, em busca da independência do machismo que praticamente por toda a história da humanidade submeteu a mulher a uma condição de vida que não levava em conta sua própria individualidade para se expressar com suas qualidades ou dons naturais.

 

Esta emancipação feminina já traz o orgulho de muitas mulheres que hoje comandam instituições de todos os níveis, tornando-as referências e exemplos de sucesso para outras mulheres que passam a ansiar e desejar estas mesmas condições que se definem como auto-suficiência feminina. Outro termo muito comum, que chega a ser engraçado e está em moda, para esta situação é o da “mulher resolvida”, que, claro, também se estende ao sexo masculino como “homem resolvido”.

 

Neste post, não desejo questionar o direito de individual de independência seja masculino ou feminino. Até, pelo contrário, é necessário que eles aconteçam como tenho afirmado em outros posts ou artigos, para a verdadeira felicidade individual de cada indivíduo, levando a um mundo melhor para vivermos. No entanto, quero chamar a atenção para o engano que acontece com este feminismo tolo que adota os mesmos conceitos de felicidade padronizados pelo machismo, o que, no fundo, só resulta em infelicidade.

 

O que estes conceitos fazem é gerar uma competição de forças “antagônicas” e sem vencedores, entre, de um lado, o opressor, dominador e tirano machismo, e, do outro, o rebelde, vingativo e ressentido feminismo. Este confronto lembra muito bem nossos tempos de criança em que disputávamos brinquedos com outras crianças. Em outras palavras, esta disputa continua num cenário em que mudaram apenas os brinquedos. Hoje já é comum se ouvir que as mulheres superarão os homens em seus cargos, instituições, política etc, com um clima de vitória em uma insinuação clara de que as mulheres submeterão os homens ao seu poder sugerindo uma superioridade que na verdade está revestida de vingança e rebeldia.

 

Não me entendam mal as mulheres. De forma alguma quero dizer que as mulheres não tenham a capacidade de assumir responsabilidades deste tipo. Pelo contrário, acho importantíssimo que isto ocorra como já ocorre aqui e em outras partes do mundo. O problema ocorre quando o sentimento de poder passa a ser uma referência de orgulho e sinônimo de independência que leva, como já disse antes, à idéia de “mulher resolvida“. Claro que o mesmo vale para os homens.

 

Esta situação cria na mulher a conclusão de que ser livre é ser livre do homem, o que só ocorre quando a mulher possui uma autonomia profissional e financeira. Esta autonomia passa a ser vista como referência principal de vida, sobrepondo qualquer forma de união conjugal. O resultado deste processo é uma avalanche de separações que acabam por tornar os indivíduos mais solitários e infelizes apegando-se cada vez mais a coisas com a ilusão de que elas possam representar alguma forma de felicidade.

 

Pior ainda, esta separação se torna evidentemente mesquinha em processos litigiosos, na perspectiva de se obter a maior fatia possível de todos os bens acumulados. A idéia do meu é meu e do seu é seu, ganha força, fazendo aparecer em alguns casos, o desejo de levar alguma forma de vantagem sobre o outro, criando mais ódio entre as partes.

 

Feminismo e Machismo: Falta de Amor e Separações sem Razão briga conjugal | Qualidade de vidaCom isso, não quero dizer que não haja motivos para a validade de uma separação real. A violência, entre outros motivos, é um exemplo desta validade não importando de qual seja a parte de onde ela surja. A própria incompatibilidade natural que venha a surgir, também é um motivo justificável uma vez que o que está em jogo é a felicidade individual de cada um.

 

Entretanto, o que se vê, na maior parte, é um jogo de “eu tenho”, “eu posso”, “sou alguém” etc, em que o ego ganha tal expressão, que coloca a perder a possibilidade de crescimento e aprendizado mútuo de uma relação conjugal, no sentido de uma vida mais feliz e plena baseada na individualidade de cada um. Ou seja, o valor embutido em alguma forma de autoridade ou poder pessoal supera todas as compatibilidades naturais, criando-se um verdadeiro inferno no relacionamento conjugal.

 

Baseado em tudo isso, pense sobre o seguinte:

 

Nunca, ou de forma alguma, qualquer forma de feminismo baseada nos mesmos padrões de felicidades do machismo, que envolva a realização de desejos para se chegar ao que se chama “sucesso”, vai unir pessoas. Muito pelo contrário, tende a separá-las. A aproximação só pode ocorrer pelo amor, compreensão e companheirismo advindo de uma compatibilidade natural pelo outro.

 

A verdadeira independência só ocorre pela expressão individual do que somos. Neste caso, fazemos pelo fazer sem a explicação do motivo pelo qual fazemos. Este fazer é o resultado de uma expressão natural, carregada de muito amor. Por si só, sem qualquer intenção de destaque ou poder, ele nos torna sensível à vida e à natureza fazendo emergir a compaixão a todos os seres, incluindo nosso próprio cônjuge. Isto firma, mais ainda, os laços de aproximação, amor e companheirismo por ele.

 

Qualquer forma de relacionamento conjugal é independente do tempo em que os parceiros se conheçam. Este tipo de relacionamento não resulta em felicidade de maneira automática. O relacionamento a dois é como uma planta que depende intrinsecamente e de ambas as partes e que constantemente precisa ser regada para seu crescimento e desenvolvimento. A retirada de um dos parceiros deste processo faz morrer esta planta e o relacionamento perde o sentido de existência. É claro, que de maneira nenhuma devemos depender do outro para sermos felizes. Mas este fato não quer dizer que não passamos compartilhar, de maneira mútua, a felicidade e o amor com um parceiro de compatibilidade natural.

 

Para a mulher, é necessário que perceba a invalidade da idéia do que se é ser alguma coisa baseado em conceitos feministas que só reafirmam, mais ainda, o poder do machismo, uma vez que os valores cultivados são os mesmos. Esta rebeldia infantil só serve mesmo, para encobrir a possibilidade de dar e receber amor. Já, para os homens, o conceito machista, compromete seu caráter. É necessário entender que a mulher não é um objeto e nem pode ser tratada como tal, apesar de existir algumas se oferecem desta forma para realização de seus desejos. Ela, como todos os seres da natureza, precisa de amor, carinho e acima de tudo, muito respeito. Qualquer tentativa de sedução masculina baseada em alguma forma de poder apenas gera dor, sofrimento e infelicidade a ambas as partes. Somente pelo amor e respeito ao outro é que a felicidade pode se difundir. Como já disse antes, é perceber que os mal tratos à natureza ou a seres dela é no fundo o mal trato a si mesmo. Não há nada de religioso nisso. Não há necessidade de mandamentos. O que há, apenas, á a compreensão evoluída da mente para o fato da necessidade do amor e respeito para com os outros seres, que, como nós, também têm sua missão natural.

 

Enfim, o machismo e o feminismo não são diferentes. Ambos estão apoiados em uma mesma base de sustentação. Ambos carecem de amor e respeito pelo outro. O segundo é condicionado pelo poder do primeiro por um ato de rebeldia. Este ato só vem a mostrar sua fragilidade perante o outro, tornando este outro mais poderoso ainda. Tem-se de um lado, um passado muito remoto que deseja de todas as formas submeter o sexo feminino a um objeto inanimado de prazer, não dotado de dons e qualidades naturais, privando-lhe o caminho da felicidade. E do outro uma insurgência “moderna” cuja fundamentação de valores é a mesma estabelecida no machismo e que só serve mesmo para causar mais solidão, na tentativa de fugir dela.

 

Feminismo e Machismo: Falta de Amor e Separações sem Razão casal amor | Qualidade de vidaPor isso, homem ou mulher, é possível amar e ser amado. Não deixe que valores banais, por trás das idéias de machismo e feminismo, lhes retirem a possibilidade de uma vida feliz compartilhada. A presença do outro por compatibilidade natural pode ajudar na expressão do que se é. O amor que nasce desta compatibilidade, neste caso, não pode ser destruído por simples situações de vida, por mais dificultosas que sejam. Ao contrário, ele tem o poder de gerar união e compreensão, verdadeiros, para que se continue vivendo a vida de forma feliz e alegre “apesar de”.

 

E você o que pensa disto?

 

Abraços

 

Marcos

Para saber mais sobre Vida, veja:



Feminismo e Machismo: Falta de Amor e Separações sem Razão pixel | Qualidade de vida

Pesquisas que levaram a este Blogsite:

  • casal
  • casal amor
  • casal por do sol
  • casal no por do sol
  • amor casal
  • por do sol
  • casal ao por do sol
  • amor natureza
  • machismo
  • amor da vida