A Felicidade no Presente Independente da Sensação de Tempo

A Felicidade no Presente Independente da Sensação de Tempo felicidade independente tempo | Qualidade de vidaNo mundo atual, a correria para se ganhar tempo cria uma sensação de tempo curto uma vez que a quantidade de coisas e preocupações são tantas que mal podem ser realizadas. Constantemente nos vemos assolados por programações, planejamentos e toda uma série de atividades diárias que acabam tirando a possibilidade de sentirmos e olharmos com atenção nosso próprio interior em todas suas virtudes.

Se todas estas movimentações forem resultado da expressão de quem somos, não creio que isto seja um problema. No entanto, se isto não acontece, junto delas, começam a aparecer anseios, preocupações, irritações e muitas sensações que tornam nossas vidas agitadas nos dirigindo na contra mão da paz e serenidade necessárias para uma vida mais fluída.

Neste caso, o que acreditamos ser e o que desejamos dirigem por completo nossos atos e passos retirando a possibilidade de entrar em comunhão com nosso ser. Junto a este fato, o fantasma do tempo, por sua vez, leva-nos a uma grande preocupação com as incertezas do futuro tentando eliminá-las de todas as formas.

O tempo vira então um grande vilão, uma vez que ele passa a ser a régua de medida da extensão de nossas vidas. Para uma vida em que a idéia de vitória está alicerçada em bens e segurança, o tempo passa a ser o catalisador de todas as atividades que visam este sentido de vitória, chegando-se ao ponto em que, praticamente, perdemos nossa própria referência como ser natural e individual.

A Felicidade no Presente Independente da Sensação de Tempo Tempo psicologico | Qualidade de vidaEstamos, assim, sob os laços da sensação de tempo conhecida como tempo psicológico. Sob esta sensação temos a impressão de que tudo ocorre de uma maneira muito rápida. Aparece, então, a noção de que “não há tempo a perder”. Esta noção, na maioria das vezes quer dizer corra incessantemente aos seus objetivos ou desejos, o que trocando em miúdo quer dizer “tempo é dinheiro”.

Após anos neste ritmo não percebemos a passagem do tempo e basta uma desaceleração para aparecer a sensação de tempo perdido. Diante disto e, ao mesmo tempo, diante do sentimento de insatisfação e tristeza começamos a acelerar o ritmo na esperança de recuperar o tempo que se foi. Mas o tempo que se foi não tem como ser recuperado.

Nossa tentativa de recuperação acaba gerando mais tempo perdido uma vez que novamente não estamos focados em nós mesmos. Acentua-se o medo da solidão, que aparece na forma do medo de não conseguirmos atingir os objetivos de vida que acreditamos nos levar a felicidade.

Este tempo psicológico, na verdade, é o produto de um modo de viver no qual, não se leva em conta como realmente somos, comprometendo a possibilidade de felicidade presente. Condicionados ao tempo psicológico o que nos resta é um ciclo de frustrações devido uma rotina que amarga a vida e gera intensas ansiedades dando a constante sensação de que a situação atual não é satisfatória. O que fazer então?

Ao que parece crença, a idéia e o pensamento que fazemos das coisas, novamente dirigem nossas vidas. O ego se fortalece e seduz nossas almas para que nos tornemos submissos a valores de crenças e externos a nós na promessa de uma vida feliz e um futuro melhor.

Entretanto, falar em felicidade é justamente não falar de tempo. Para se ser feliz não houve e nunca haverá tempo. A felicidade só pode ser vivida no momento presente e nada mais. Viver feliz é uma alternativa de vida que está em nossas mãos: ser feliz agora ou nunca! É só escolher! Ao escolhermos a felicidade no momento presente não há mais motivo para se tornar escravo do tempo psicológico. Poderemos aproveitar o tempo cronológico, que é o único verdadeiro, para viver feliz momento a momento.

Então a resposta a esta questão está em abrir o coração para quem realmente se é. Individualmente, como ser natural, temos um imenso poder para construirmos nossas vidas acreditando e vivendo aquilo que somos. Isto resulta em liberdade, autoconfiança, consciência, serenidade etc, para enfrentarmos qualquer situação adversa apesar da existência do medo.

Sobre quem realmente se é existe um post chamado “Quem Realmente Se É” para Felicidade e Qualidade de Vida em que apresento uma opinião sobre o assunto. A forma como encontramos o que somos deve ser individual. Cada um de nós tem esse poder. Apesar disso, ficam aqui algumas idéias para que pensemos um pouco, ou mesmo, quem sabe, possa colaborar um pouco com cada um neste sentido:

Habituar-se a manter a mente vazia e sentir nosso próprio corpo abre portas para quem somos e para nossas escolhas naturais.

Sair sem o estabelecimento de destino, sem obrigações e sem pensamento promove paz e tranqüilidade interior.

Sentir nosso próprio corpo é outra chave para a expressão de nosso interior.

Uma vez tomados por quem somos não há motivo nenhum para criarmos um conflito mental pela imposição de planejamentos, programações etc, às nossas vidas.

A Felicidade no Presente Independente da Sensação de Tempo Ser feliz agora | Qualidade de vidaEnfim, estas idéias podem ser realizadas em qualquer lugar, hora e momento, dependendo apenas da disposição que temos para isso. Estabelecer um tempo para a realização delas é ligar-se ao presente e à nossa própria natureza. Como expressei acima, pense bem: Ser feliz agora ou nunca! É só escolher!

E você? O que pensa a respeito deste tema?

Abraços

Marcos

Para saber mais sobre Felicidade, veja:

A Felicidade no Presente Independente da Sensação de Tempo



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